
Atualmente vê-se uma preocupação intensa em relação às questões ambientais por todo o mundo. E no sistema industrial não é diferente. Tanto para os produtores quanto para os consumidores, o desperdício e a degradação estão sendo substituídos pela colaboração, pelo uso racional dos recursos naturais, pela qualidade de vida e por um consumo responsável e sadio.
“Durante toda história do homem ele se beneficiou da natureza sem nada dar em troca”, afirma a gestora ambiental e técnica em segurança Alexandra de Sousa, 41 anos. “O resultado dessa relação com vantagem unilateral só poderia ser o de uma fadiga dos recursos naturais que inevitavelmente atingiu o próprio ser humano. Felizmente, acredito que a humanidade começou a acordar e que ainda haja tempo de reverter essa situação”.
As companhias têm investido em tecnologias limpas, programas de redução ou anulação de emissões de carbono, reciclagem, conscientização de funcionários e restrições a clientes que não respeitam o meio ambiente.
Críticos garantem que tais ações não colaboram somente com a boa visão que a sociedade terá da empresa, mas que também essa terá um retorno financeiro positivo. É certo que os resultados não se viabilizam imediatamente, mas a longo prazo tornam sua espera favorável para companhia e para os consumidores e usuários.
Alexandra aponta alguns desses benefícios. “Podemos citar a imagem ‘verde’ que a empresa passa a apresentar, recebendo assim um reconhecimento público de sua preocupação com o meio ambiente”. Há ainda o uso racional de energia e dos recursos naturais, o que traz economia e melhora o rendimento, baixando o custo da produção.
“A empresa passa a atingir uma fatia crescente de consumidores cada vez mais preocupados com questões relativas ao meio ambiente e se adequa ao mercado internacional, atendendo os padrões dos países desenvolvidos”, explica. “E ainda reduz os impactos ambientais gerados em todo processo, incluindo o transporte e descarte”.
Manuela Canotilho - Matéria para: focavirtual.unimonte.br